A Praça de Touros de Albufeira recebeu na passada sexta-feira, 22 de julho, um espetáculo de variedades taurinas. Lidaram-se astados de Fernando Santos, pelos cavaleiros Nelson Limas e Parreirita Cigano e pelo novilheiro Diego S. Roman. As pegas estiveram a cargo dos Amadores da Póvoa de São Miguel. Fique de seguida com algumas imagens deste...

22 Jul. 2016 16:02 - Redação
Imponentes touros São Martinho resenhados para Sobral D'Adiça, Aldeia a Luz e Amieira

Três curros da ganadaria São Martinho já estão apartado para saírem à arena de três praças alentejanas ainda esta temporada.

Segundo a informação [ ... ]

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22 Jul. 2016 15:23 - Redação
Portugueses dia 2 de agosto em Plasencia

A localidade espanhola de Plasencia receberá no próximo dia 2 de agosto uma corrida  de rejoneo que contará com duas presenças portuguesas.

Lidar-se-ão [ ... ]

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22 Jul. 2016 15:19 - Redação
El Juanito toureará em festival em Calzadilla de los Barros

No próximo dia 6 de agosto a Praça de Touros de Calzadilla de los Barros, Espanha, receberá um festival taurino que contará com uma presença portuguesa.

Lidar-se-ão [ ... ]

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22 Jul. 2016 13:54 - Redação
Os pesos dos touros a lidar esta noite na corrida TV Norte

A Praça de Touros da Póvoa de Varzim receberá esta sexta-feira, 22 de junho, a XX Corrida TV Norte, a partir das 22h15, esta que será transmitida pela RTP1.

Em praça [ ... ]

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22 Jul. 2016 13:09 - Redação

A empresa Verdadeira Festa já deu a conhecer o cartel completo da tradicional corrida do 15 de agosto em Reguengos de Monsaraz, este que o Toureio.pt já havia avançado.

Assim, [ ... ]

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22 Jul. 2016 13:06 - Redação
El Juanito atuará em França a 28 de agosto

A localidade francesa de Saint Perdon receberá no dia 28 de agosto uma novilhada que contará com várias presenças portuguesas.

Atuarão neste espetáculo [ ... ]

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Opinião

  • Marcelo, Marcelo, Tauromaquia também é arte e é bem Portuguesa! Read More
    Hugo Calado
  • Ego meu, ego meu, que consegues ser mais forte que a Tauromaquia Read More
    Hugo Calado
  • A demagogia à volta do fim da transmissão das corridas de toiros na televisão Read More
    
	

	Um dia tive a oportunidade de entrevistar um ex-Secretário de Estado da Cultura que me lamentou a “falta de capacidade dos portugueses para elogiar”. Podem perguntar o que tem isto a ver com a festa brava? Tudo.

	Recentemente o Pessoas-Animais-Natureza (PAN), apresentou um projecto de lei para proíbir a transmissão de corridas de toiros na RTP, o canal público de televisão, escudando-se entre outros, no número elevado de reclamações que chegaram ao canal devido às transmissões das corridas de toiros.

	Fala o provedor do telespectador em 7111 missivas que reclamavam da transmissão de corridas de toiros, num total de 14935 mensagens recebidas. Mantendo-me fiel aos números, quero recordar que a 51ª Grande Corrida TV em Julho de 2015 teve 446 mil telespectadores e que em 2014 foram mais de 3 milhões de pessoas que assistiram a todas as corridas de toiros transmitidas na televisão.

	Escusado será dizer que basta uma infima percentagem enviar um email para o provedor da RTP para logo os números de reclamações serem bastante inferiores aos dos elogios, isto num país onde 86,1% das pessoas são contra a proíbição das corridas de toiros (Eurosondagem). Lá voltamos nós à “fala de capacidade para elogiar”.

	Diz ainda o provedor do telespectador da RTP que “os jovens fogem da RTP como o diabo da cruz”, acrescentando depois o PAN que “consideramos por isso que não tem havido a desejada adequação dos conteúdos o que leva os espectadores a deixarem de se rever nesta oferta televisiva”. Por certo que às 22h, horário a que são transmitidas as corridas de toiros, o público que vê televisão não será propriamente um público jovem, quanto muito será adolescente e adulto, pelo que também não passa pelo fim da transmissão dos espectáculos taurinos uma renovação do canal público.

	Acrescento ainda nesta matéria que certamente mais jovens assistem às corridas de toiros, do que propriamente aos programas Agora Nós (161 mil espectadores no dia da Corrida TV em 2015) e Há Tarde (180 mil espectadores no dia da Corrida TV em 2015), sendo assim as transmissões televisivas taurinas catalisadores de novas audiências, indo assim contra a própria afirmação do provedor do canal público.

	Para concluir a temática das corridas de toiros na RTP, diz ainda o provedor do canal que a “transmissão de touradas não é serviço público”. Neste ponto é assim importante recordar o Contrato de Concessão de serviço público entre o canal e o Estado, que refere:  “a possibilidade de expressão e debate de diversas correntes de opinião designadamente de natureza politica, religiosa e cultura”, acrescentando ainda que deve a RTP “promover a inserção, nas suas emissões, de programas que apoiem e divulguem as actividades destinadas a defender e consolidar as tradições e os costumes que consusbtanciam a sua identidade, bem como a promoção da língua e dos valores culturais portugueses”.

	A transmissão de corridas de toiros na RTP é assim um direito mais do que adquirido, previsto na Lei da Televisão e no Contrato de Concessão entre o governo e o canal público e que acima de tudo é alvo da aprovação dos telespectadores nacionais que acorrem em massa às transmissões televisivas destas corridas, aumentando assim os números da audiência média da televisão público, rejuvenescendo as suas audiências.

	É assim dever da RTP manter a transmissão das corridas de toiros em níveis idênticos aos dos útlimos anos, tendo em conta a boa correspondência das audiências, bem como as obrigações que lhes são impostas pela lei e pelo Contrato de Concessão aprovado e assinado recentemente, portanto espelhando as vontades actuais da população portuguesa e não uma vontade imposta por um partido que representa 1,39% dos portugueses. 
Miguel Dias
  • A aficion tem que depender apenas de si própria Read More
    
	

	A temporada de 2016 está lançada. A praça número um do país, o Campo Pequeno, já deu o mote para mais um ano extraordinário que se avizinha e que deve deixar todos os aficionados expectantes. Pode-se criticar muita coisa na festa brava, mas não se pode acusar o Campo Pequeno de não ter assumido a responsabilidade de colocar a bitola elevada, como tem feito desde a reabertura e em especial nos últimos anos.

	Assim, este é mais um período em que se deve apelar aos jovens para mostrarem ao mundo que a tradição tauromáquica não pertence ao passado, mas sim ao futuro. Num período em que a nossa sociedade vive avanços estruturais a uma velocidade demasiado rápida, mais tarde ou mais cedo o ataque às nossas tradições será um dos alvos.

	A temporada tauromáquica é assim uma janela de oportunidade para os que vivem da festa brava e para a festa brava, reafirmarem a escola de valores que é a aficion (e que belo exemplo do Festival pela Fundação Lvida). O respeito pela história, o respeito pelas grandes figuras, o respeito pelos mais fortes e a afirmação da inteligência, da classe e da nobreza.

	Este início de temporada tem sido a meu ver uma agradável surpresa. Para além do caso Campo Pequeno, que apresentou mais uma excelente época, existem outros bons exemplos que têm vindo a ser dados pelos promotores de espectáculos taurinos, entre os quais a destacar a parceria entre Paulo Pessoa de Carvalho e Ricardo Levesinho e que só engradecem e valorizam a aficion, mas também outros exemplos como o da estratégia de Rafael Vilhais para Salvaterra de Magos.

	A tauromaquia só tem a ganhar com a visão dos empresários que para além do lucro (que é importante obviamente) olham para as outras vertentes do negócio, como a valorização do toiro, a montagem de um espectáculo que prime pela diferença num ou noutro detalhe. Este deve ser o caminho e este é o caminho que está a ser percorrido pelos principais promotores portugueses.

	Este trabalho de casa feito pelos promotores, com um outro erro aqui e acolá como é habitual em todas as opções que se tomam, coloca agora a responsabilidade do lado dos restantes agentes da festa e também do público, para que consigamos todos responder a este enorme desafio que é o de manter a festa brava viva e mostrar a sua importância na cultura portuguesa, mas também na economia.

	E isto leva-me à conclusão a que queria chegar. O mundo taurino tudo deve fazer para ser 100% independente do estado, sabendo que à partida que tal será uma utopia, procurando depender cada vez apenas de si próprio e dos aficionados, para que não esteja ao sabor de vontades políticas que como se tem visto nos últimos meses podem vir a tornar-se cada vez mais contrárias às nossas vontades.

	O mote está dado, a temporada de 2016 está aí. Boas corridas e muita aficion é o que desejo para o ano de 2016. 

	
		 

Miguel Dias
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